Conheça Ryan Albuquerque fora do campo, confira informações reveladas em primeira mãe e descubra a inspiração por trás do treinador de 20 anos: " O que me inspira todos os dias é se tornar melhor."

foto autoral

Ryan Albuquerque, técnico de 20 anos, vem se destacando na região. Ele se tornou o técnico mais jovem a conquistar a Segunda Divisão do Campeonato Amador de Mogi Guaçu, levando o Vênus ao título em uma campanha invicta.

Além do trabalho no futebol amador, Ryan também comanda a equipe Sub-17 da Tucurense, de Mogi Mirim. À frente da categoria de base, conquistou uma campanha inédita para a equipe, classificando-se em primeiro lugar e de forma invicta na Copa de Ouro, competição estadual, com 11 gols marcados e apenas três sofridos, agora o time se prepara para a fase de mata-mata em busca da classificação para a próxima etapa da competição.

Em entrevista ao Olhar News, Ryan revelou, em primeira mão, que recusou outras propostas e está fechado com o Vênus para disputar a Primeira Divisão de Mogi Guaçu em 2027.

Durante a conversa, o treinador falou sobre sua trajetória no futebol, o início da carreira a partir de um projeto social, os desafios de comandar uma equipe de várzea aos 20 anos e a experiência de disputar uma final decidida nos pênaltis. Ryan também contou o que o inspira diariamente, falou sobre sua personalidade fora dos campos e compartilhou sua visão sobre o papel da várzea na formação de atletas e de pessoas.

Bate Papo

Fábio Júnior (FJ): Quando e como começou sua carreira?

Ryan Albuquerque (RY): Minha carreira começou quando a gente encontrou uma deficiência aqui em Mogi Mirim, e a gente resolveu, fazer um projeto social com os meninos, mas eu vi que eu levava muito jeito para aquilo, então eu continuei dando sequência, continuei fazendo os estágios, levei os meninos para fazer avaliação do Itaperense e lá eu comecei a desenvolver muito o meu perfil de líder, meu perfil de treinador e de lá para cá foi sucesso.

O motivo realmente de eu ter começado a ser treinador, foi que eu encontrei uma deficiência em Mogi Mirim, de dar oportunidade para os meninos e eu comecei a ser a pessoa que dava oportunidade, então, eu consegui fazer alguma coisa diferente daquilo que eu estava vendo de uma maneira errada.

(FJ): Quem foi a pessoa mais importante na sua carreira?

(RY): A pessoa mais importante da minha carreira, eu tive muitas, tive apoio da minha família, apoio de pessoas que me inspiraram, pessoas que abriram portas para mim, hoje que é uma das minhas maiores referências é o professor Bruno Rosa, do clube do Rio Claro, mas um dos caras principais, uma das pessoas mais importantes, que deu uma alavancagem na minha carreira foi o Everton Bombardo, vereador hoje, ele é dono da Tucurense, ele me abriu a porta do Tucura, então ele foi uma das pessoas que eu levo como mais importante da minha carreira.

(FJ): O que existe por trás de um time campeão?

(RY): É aquele time mais resiliente, aquele time que supera todas as coisas, todas as adversidades e tem aquela vontade enorme de vencer, tem que ser resiliente, a gente foi resiliente na final, resiliente nos pênaltis e conseguimos levantar o título.

(FJ): O que passou na sua cabeça no momento dos pênaltis?

(RY): No momento dos pênaltis eu estava expulso, mas sempre fui muito azarado nos pênaltis, perdi muito título nos pênaltis, só orava e falava que dessa vez tinha que ser eu, que dessa vez a gente merecia muito, que a gente fez muito por merecer e não queria ter aquela sensação de perder nos pênaltis de novo, então aquela sensação de tanto trabalho, tanto esforço e de novo não ia conseguir, mas glória a Deus deu tudo certo.

(FJ): Qual foi o momento mais difícil no campeonato?

(RY): O momento mais difícil no campeonato para a gente foi a final mesmo, sofremos mais teve que ir para os pênaltis, passar por tudo.

(FJ): O que um bom técnico precisa enxergar que o jogador não enxerga?

(RY): Acredito que como um bom técnico, acho que o jogador ele é muito emocional e o treinador ele precisa ser mais racional, naquele momento de dificuldade, naquele momento onde todo mundo age por impulso de emoção, o técnico tem que ser o que o jogador não consegue enxergar e ser racional e continuar acreditando naquilo que ele trabalha, naquilo que ele faz, naquilo que ele pensa, naquilo que ele acredita, então acho que o treinador precisa ser muito racional nos momentos cruciais do jogo.

(FJ): Qual o ponto mais importante de melhoria que na sua visão a várzea precisa ter? E qual ponto tem maior influência no jogo?

(RY): Eu acredito que a várzea é mais uma porta que se abre no futebol, por exemplo, hoje um garoto, um atleta que está no profissional ou no clube de base e não acaba conseguindo dar sequência, a várzea está aí para abrir portas, hoje eu acredito não que ela forma, mas eu acredito que ela abre portas, ela continua aquilo que você sonha, o que você deseja, o que você quer através da várzea, acredito muito que ela abre portas.

(FJ): A várzea é apenas um espaço para jogar futebol ou também pode ser um espaço de formação?

(RY): Acredito que vai de cidade para cidade, tem muitas coisas, hoje eu não vejo o que a várzea pode melhorar, acho que ela só está crescendo e o maior ponto de influência é as fichas de fora, se você pega um time e cria um campeonato só da cidade, você tem um campeonato, se libera quatro jogadores de fora, você já tem outro campeonato acho que o ponto maior de influência no jogo é essas fichas de fora.

(FJ): Como técnico qual é a maior dificuldade de comandar um time na várzea?

(RY): Acho que a minha idade, por eu ter 20 anos, às vezes um cara pensa, o que esse cara pode ensinar para mim, o que ele pode me ajudar, mas glória a Deus, essa foi a minha primeira vez comandando uma equipe de várzea o Vênus e conseguimos alcançar o objetivo, conseguiu ser campeão, aí o nome já mudou, já tem um peso diferente, porque uma coisa é você ser um treinador que foi campeão em alguma coisa, outra coisa é você ser um treinador que não foi campeão em lugar nenhum.

(FJ): Você que é personal soccer lida com muitas crianças que tem o sonho de ser jogador de futebol profissional, o que um treinador deve ensinar para uma criança que talvez nunca se torne jogador profissional?

(RY): E o nosso trabalho e tem muitos casos, é ensinar que ela se torne um bom homem, um bom ser humano para o futuro se ela não for um jogador, começa a pensar diferente, começa a ser uma pessoa diferente, aquela pessoa que faz a diferença para o próximo, assim como foi na minha vida, não fui um bom jogador, mas hoje eu sou um bom líder, um bom técnico, um bom treinador, e consigo dar continuidade na minha vida através desse trabalho, através desse trabalho consigo continuar tendo essa filosofia de vida, acredito muito que um treinador deve ensinar para uma criança a ser um bom ser humano.

(FJ): Quem é o Ryan Albuquerque fora da beira do campo?

(RY): O Ryan Albuquerque fora da beira do campo é outro cara, porque dentro de campo eu sou a pessoa que quero vencer e vencer e fora do campo eu sou a pessoa que vai conversar, que vai resenhar, conversar sobre tudo, entender
seu lado no campo, por eu ter essa obsessão em vencer, só quero fazer o meu trabalho, quero pensar com as minhas próprias ideias e geralmente não escuto muita gente, consigo fazer tudo que eu sei, dentro de campo eu sou muito explosivo o Ryan Albuquerque fora de campo é outra pessoa.

(FJ): O que te inspira todos os dias?

(RY): Todo mundo tem que ter uma inspiração, mas é ser melhor a cada dia. Então, se hoje eu fui campeão, amanhã eu quero ser campeão de novo, mas ter outras memórias, ter outro aprendizado, levar mais coisas para a vida, porque eu acredito muito que essa vida a gente está de passagem. Mas o que a gente vai levar dela? O que você vai se tornar para outras pessoas?

Então, o que me inspira todos os dias é se tornar melhor, para que todas as pessoas vejam o cara que o Ryan foi. E, assim, se o Ryan morrer hoje, morrer amanhã, todo mundo olha para o Ryan como um baita de um exemplo, um baita de exemplo de um cara que foi melhor, que aprendeu muita coisa, vivenciou muita coisa e viveu naquilo que ele acredita.

(FJ): Pretende continuar no Vênus na temporada de 2027? Quais são os próximos objetivos?

(RY): Bom não anunciamos nada ainda, mas eu já estou fechado com o Vênus para 2027, na primeira divisão de Mogi Guaçu, que é um baita desafio, e o nosso próximo objetivo é fazer uma boa competição no campeonato, então, assim, estou dando em primeira mão para você que a gente está fechado com o Vênus para 2027, recebi outros convites, mas a gente conseguiu permanecer aí no Vênus e, se Deus quiser, vamos fazer um belíssimo trabalho.

(FJ): Qual mensagem você deixa para as pessoas que tem o sonho de viver de futebol?

(RY): A mensagem principal é ter constância, se você for um jogador tenha constância em treinos, se você for treinador tenha constância em dar treinos e ser melhor a cada dia, se você for um jogador de várzea, seja constante nos treinos, seja constante em querer aprender também aonde você passar, a palavra-chave para o cara que seja jogador é ser constante.

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