Morte de “El Mencho” um caos no México, qual é o impacto para a copa do mundo?
Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração ( CJNG ), morreu neste Domingo (22), no estado de Jalisco no México, durante uma operação do Exército Mexicano.

Segundo o Exército mexicano, a operação ocorreu no momento em que “El Mencho” era escoltado para um avião com destino à Cidade do México, onde receberia tratamento de saúde. De acordo com os militares, os agentes foram recebidos a tiros e reagiram, resultando na morte de Oseguera e de outros integrantes do CJNG.
A operação deixou 62 mortos, entre eles criminosos, agentes das forças federais, uma mulher e um funcionário da Procuradoria Geral da República. Além das mortes, 70 pessoas foram presas em sete estados do México. As informações foram divulgadas pelo secretário de Segurança, Omar García Harfuch.
O que levou ao caos no México
A morte de “El Mencho” abriu uma disputa interna pelo controle do tráfico de fentanil dentro do CJNG. A reorganização do grupo desencadeou ataques de retaliação contra forças de segurança. Como consequência, o país entrou em clima de guerra, com registros de violência em ao menos 20 estados. Bloqueios em rodovias, incêndios e a paralisação do transporte público levaram à suspensão de aulas e afetaram a rotina da população.
Impactos para a Copa do Mundo de 2026
Os conflitos acontecem a três meses da Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, Canadá e México.
O país terá jogos marcados no Estádio Azteca na cidade do México, no Estádio BBVA, em Guadalupe, e o Estádio Akron que está localizado no estado de Jalisco – estado que concentra a maior parte dos conflitos recentes.
A Fifa organizadora da Copa do Mundo pediu um relatório, com informações oficiais do país, para entender os riscos e impactos para a organização e as sedes do evento.
Presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou à AFP, “está muito tranquilo” com o México sendo uma das sedes da Copa do Mundo de 2026. A presidente mexicana Claudia Sheinbaum declarou na coletiva de imprensa que não há risco.

