18 de abril de 2026

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Durante coletiva de imprensa, o artista destacou o avanço das ferramentas de inteligência artificial, mas afirmou que o conhecimento e a criatividade humana ainda são essenciais no processo artístico.

fonte: rede social X do artista

O artista visual e músico Jhonatan Santana Luz, conhecido como Luz, comentou, durante coletiva de imprensa realizada ao vivo, promovida por estudantes de Jornalismo no dia 30 de março, sobre sua experiência com a inteligência artificial e como essas ferramentas têm sido incorporadas ao seu processo criativo.

Segundo ele, o tema ainda é amplo e está em constante transformação. “A
inteligência artificial é um tema muito extenso… dá pra fazer uma coletiva só sobre isso”, afirmou, ao destacar a complexidade do assunto no cenário atual.

O artista relatou que começou a explorar ferramentas de inteligência artificial generativa em 2022, quando elas ganharam popularidade, e destacou que essas tecnologias já fazem parte de seu processo criativo. No entanto, ele questiona a ideia de substituição completa dos profissionais, frequentemente debatida no setor.

“Existe uma narrativa das big techs de que vai haver uma substituição em
massa”, disse, apontando que essa visão pode ser influenciada pelos interesses das grandes empresas responsáveis pelo desenvolvimento dessas tecnologias.

Apesar dos avanços, ele ressaltou que o uso dessas ferramentas ainda depende do conhecimento humano. “Você ainda precisa de humanos. Para ter controle do resultado final, precisa de conhecimento”, explicou, reforçando a importância da formação e da experiência na área criativa.

O artista também criticou a ideia de que a inteligência artificial, sozinha,
consegue produzir resultados profissionais. “A ideia de que você usa uma ferramenta e chega a um resultado profissional não é verdade”, afirmou.

Para ele, a tecnologia tende a atender principalmente demandas do mercado, como publicidade e produção comercial, enquanto a arte continua ligada à expressão humana e à subjetividade. Nesse sentido, Luz acredita que o papel do artista permanece relevante, especialmente na construção de significado e identidade nas produções.

“A inteligência artificial vai atender muito bem o mercado, mas a parte artística sempre vai ter espaço para humanos”, afirmou.

Luz também destacou que, devido à velocidade dos avanços tecnológicos, as percepções sobre o tema podem mudar rapidamente. Segundo ele, com a evolução constante da inteligência artificial, é possível que suas próprias
análises deixem de ser válidas em pouco tempo, o que demonstra o caráter
dinâmico desse debate na atualidade.

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